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Diário de uma vira-lata na visão de uma escritora

Lua, a protagonista desta história, em seu primeiro dia em um lar, ainda sem saber como sua vida iria mudar - Foto: Juliana Wosgraus
Lua, a protagonista desta história, em seu primeiro dia em um lar, em maio de 2012, ainda sem saber como sua vida iria mudar – Foto: Juliana Wosgraus

“Fui um cãozinho tão maltratado que ainda preciso aprender a ser feliz. Tenho um ano de vida mais ou menos, que esquecerei em poucos dias, e um dia de alegria.

É difícil acreditar que tudo mude assim. Antes eu não tinha nem nome, e bem, vou parar por aqui… acabou! Foi assim; ela chegou e começou a olhar as gaiolas. Tensão no ambiente. Muda de rumo e vem, vem chegando e me escolhe. Olho no olho, e pronto; já tenho mãe e nome.

_ Lua ela fala, e eu fico entre sem graça, feliz e assustada. Dali em diante tudo é novidade para mim. Depois de assinar um papel ela me colocou no carro e fomos para nossa casa. Aqui uma surpresa atrás da outra; caminha especial para cachorro, com cobertas, comida, carinho. Isto tudo às vezes me assusta, ainda estou aprendendo a ser feliz.

Sinto medo de uma coisa esquisita que ela aponta para mim e sai uma luz, depois aparece uma cachorra igualzinha a mim, na outra caixa que está em cima da mesa onde ela fica horas mexendo. Deve ser o trabalho dela porque não gosta de brincar, fica muito séria, e eu vou para baixo da mesa. Às vezes aparecem várias cachorras que me imitam em tudo até quando subo no sofá e me ajeito entre almofadas.

Tudo aparece naquela caixa. Tenho medo que esta cachorrada tome meu lugar. Mas é bobagem porque mal as outras aparecem, ela apaga a caixa, ou simplesmente some com todas. Daqui uns dias vamos sair para comprar uma cadeirinha especial para cães e passear de carro. Que tal hein?

Felicidade existe!

Lua”.

Nas palavras de Ivone Wosgraus, minha saudosa mãe, escritora, autora de dois livros e também presente em coletâneas; aqui em mini conto sobre a cachorrinha que adotei em maio de 2012, através do brilhante trabalho da Organização Bem Animal e Centro de Zoonoses da prefeitura de Florianópolis.

Recém chegada, em 17 de maio de 2012 - Foto: Juliana Wosgraus
Recém chegada, em 17 de maio de 2012 – Foto: Juliana Wosgraus

O mal e o bem

Lua em seu primeiro dia aqui em casa, com as sequelas dos maus tratos ainda visíveis - Foto: Juliana Wosgraus
Lua em seu primeiro dia aqui em casa, com as sequelas dos maus tratos ainda visíveis – Fotos: Juliana Wosgraus
E a própria uns três anos depois, na mesma varanda, mas quanta diferença!
E a própria uns três anos depois, na mesma varanda, mas quanta diferença!

Minha Pet Lua foi resgatada com outros 14 cães, em um sítio onde vivia acorrentada sob Sol e chuva, dia e noite, apanhando e sendo mordida pelos outros cachorros, criada para caçar. E caçar logo aves silvestres sem machucá-las para serem vendidas. Passando fome e medo foi resgatada por essa turma super do bem, os profissionais e todos os voluntários da OBA – Bem Animal.

Os bandidos fugiram e ninguém foi preso, mas os cachorros foram salvos. Alguns, de tão traumatizados não puderam ser disponibilizados para adoção, outros como a minha Lua, são os mais dóceis e gratos do mundo com seus donos.

No post seguinte está o relato mais preciso e belo escrito sobre essa história, escrito pela minha mãe, Ivone Wosgraus, quando conheceu o novo membro da família.

Diazinho de Sol :-)

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ESSE É O MEU AMIGO QUE NÃO TINHA DONO, VIVIA POR AQUI BRINCANDO COMIGO ATÉ QUE UM DIA ENTROU NUM CARRO E NUNCA MAIS VOLTOU. FOI EXPULSO, NÃO SEI O QUE É ISSO, MAS FOI O DISSERAM.